Cresce o número de agências dos Correios em processo de fechamento

Os Correios têm pouco mais de 6,3 mil agências próprias em todo o país, além de 4,3 mil comunitárias, 1 mil franqueadas e 127 permissionárias. Porém diversas dessas agências estão sendo fechadas, confira neste texto os motivos e como estão sendo as negociações para uma eventual privatização da empresa ainda este ano.

– Qual o motivo do fechamento

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Segundo a empresa, o encerramento das atividades dessas agências faz parte do processo de remodelagem da rede de atendimento, que prevê a substituição gradativa de unidades convencionais “por soluções diferenciadas e mais adequadas às necessidades dos clientes”.

“O processo de remodelagem prevê a ampliação dos pontos de atendimento, dos atuais 12 mil para 15 mil, em todo o país, até 2021, melhorando os serviços para a população”, informou a estatal, em nota.

Nenhuma outra agência foi desativada dentro desse processo de remodelagem do ano passado para cá e não há previsão de mais fechamentos até o fim de 2018. De acordo com os Correios, fechamentos pontuais que ocorreram foram relacionados a questões administrativas como reformas, aluguel e mudança de imóvel.

– Cortes e Custos

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O processo de reestruturação em andamento nos Correios, que completam 50 anos como empresa pública nesta quarta-feira (20), pode levar a uma redução de cerca de 20% no número de empregados da estatal, um corte equivalente a 20 mil vagas.

O presidente dos Correios, general Juarez Aparecido de Paula Cunha, que é contra a privatização da estatal, afirmou à Folha que o “número mágico” ideal para a empresa seria de 85 mil empregados. Hoje, são cerca de 105 mil. A companhia briga para ser sustentável em um ambiente com forte concorrência na entrega de encomendas.

Na área na qual os Correios têm monopólio — envio de cartas, telegramas e outras mensagens —, as entregas caíram de 8,9 bilhões de unidades em 2012 para uma estimativa de 5,7 bilhões em 2018. Na reestruturação, agências dos Correios em endereços próximas a outro ponto de atendimento serão fechadas. Em seguida, será feito um processo de quatro etapas que deve atingir, inicialmente, 6.000 empregados.

Primeiro, aqueles que trabalhavam em agências extintas poderão ser realocados em outras áreas da companhia. No segundo passo, será dada a chance de cessão para outros órgãos públicos. Aqueles que seguirem com posição indefinida terão acesso a uma nova etapa de um plano de demissão incentivada. Cerca de 7.000 empregados já aderiram a programas desse tipo nos últimos anos. Por fim, não foi descartada a possibilidade de extinção de cargos.

“Não estamos muito preocupados com essa redução por enquanto. O mais importante agora é ver quantos elementos são necessários para a atual estrutura e colocar esses elementos no lugar certo”, disse Cunha.

– Possível privatização

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A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) entrou na lista de privatização do governo Bolsonaro. O próprio presidente da República já autorizou a operação.

A avaliação no governo é que o modelo de negócio da empresa está ultrapassado, mas há alto valor estratégico – precisa ser renovada para os novos tempos, especialmente com o crescimento o e-commerce. Em entrevista na estreia do programa Central da GloboNews, o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que o presidente Jair Bolsonaro havia incluído uma nova empresa no programa de privatização.

“Tem empresas que vão ser privatizadas que vocês nem suspeitam ainda”, afirmou, acrescentando em seguida que o presidente já havia concordado com a medida. Instado a revelar o nome da estatal, Paulo Guedes preferiu não dizer, argumentando que ainda falta definir exatamente como será feita a venda.O blog apurou com assessores presidenciais que os Correios são a empresa citada pelo ministro da Economia.

Durante a campanha presidencial, o então candidato Jair Bolsonaro chegou a aventar a possibilidade de vender os Correios. Depois de assumir, não quis garantir a inclusão da estatal na lista das empresas a serem privatizadas. Agora, segundo apurou o blog, mudou de posição. Na avaliação da equipe presidencial, o setor em que atua a Empresa Brasileira de Correios está em processo de total transformação e, para a companhia sobreviver, precisa ser mais competitiva e ter menos amarras. Isso, na avaliação de técnicos, poderá ser feito apenas privatizando os Correios.

– Cidades terão agências fechadas

Serão fechadas agências nos estados do Amazonas, da Bahia, do Ceará, do Espírito Santo, de Goiás, do Piauí, de Minas Gerais, do Mato Grosso do Sul, de Mato Grosso, do Pará, do Piauí, do Rio de Janeiro, de Roraima, do Rio Grande do Sul e de São Paulo. Você pode conferir a lista no próprio site da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos.

Agora você já sabe que estão sendo fechadas agências dos correios por todo o país e os motivos para isso está acontecendo. Mas, se ficou alguma dúvida coloque aqui nos comentários que teremos o prazer de responder.