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Perfil - Conheça o profissional PDIC
MAURÍCIO CARVALHO
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Maurício
Carvalho, 34 anos, iniciou no mergulho em 1980 com o curso
de mergulho básico na
YG Centro de Atividades Subaquáticas no RJ. Graduado em Ciências Biológicas pela Universidade
de Brasília - UNB, aonde de 1984 a 1988 participou como coordenador de mergulho em cavernas do
Grupo de Resgate e Exploração de Cavernas (GREC) no Distrito Federal.
É Instrutor Trainer da PDIC
desde sua fundação.
Autor do livro Técnicas Avançadas de
Mergulho PDIC e do Manual de Mergulho - Snorkeling - PDIC.
Desenvolveu também os cursos de Mergulho
em Naufrágio e Identificação de Seres Marinhos
da PDIC, assim como seus manuais e material
de apoio as aulas.
Mergulhador Técnico em nível TRIMIX, pela IANTD (International
Association of Nitrox and Technical Dive) e Instrutor
de mergulho técnico pela IANTD.
Além de possuir grande interesse em Naufrágios, ministra esta especialidade
pela PDIC em todo
o Brasil, contando com mais de 500 alunos formados em Mergulho em
Naufrágio. É o autor do projeto do banco de dados SINAU (Sistema de Informações de
Naufrágios) e do site especializado em Naufrágios do Brasil.
Instrutor de todos os cursos de especialidade do padrão PDIC, assim
como a formação de Instrutores Especialistas, Manutenção de
Equipamentos, Multi-nível e Computadores de Mergulho, Rescue, Naufrágio,
Identificação de Seres Marinhos, Over Head, Nitrox, Dive Supervisor,
Assistente de Instrutor e Instrutor.
- A PDIC é uma das certificadoras mais exigentes do mercado. Por que você a escolheu?
Em 1990 quando o Werneck foi trabalhar com mergulho no exterior, conversamos muito sobre o mergulho fora do País, me lembro que na época, ele me dizia que muitas coisas que eu falava eram bobagens. Durante o período em que ele esteve em
St. Thomas, ele viu que muita coisa não era tanta bobagem assim, principalmente o padrão "mergulhador de combate" que ainda em 1990 perdurava. Quando retornou, me convidou para participar da
PDIC.
Uma das coisas que mais me atraiu, foi a promessa que poderíamos desenvolver material adaptado as necessidades do Brasil e dos brasileiros e não
simplesmente engolir uma fórmula pronta, que é o que é feito por algumas outras certificadoras. O que me deixa mais feliz
é que o Werneck não era político brasileiro e a promessa foi cumprida; hoje muito do material da PDIC Brasil é utilizado como padrão no exterior.
- Em termos de didática, qual será o grande diferencial de mercado que a PDIC irá emplacar com a nova filosofia Arraso?
Nos últimos anos o mercado de mergulho, leia-se algumas certificadoras, bateram em uma só tecla, restringir o mergulho, diminuir limites e "proteger" os mergulhadores. Ora, isso é como cercar coelho com arame farpado, o bichinho passa por tudo quanto é buraco. Só serve para burocrata ver. Só se pode proteger pessoas com espírito de explorador, e esse é o típico caso dos
mergulhadores com treinamento. Treinar o mergulhador e torna-lo responsável.
A filosofia ARRASO é a única tentativa que vejo no sentido de preparar melhor o futuro mergulhador. Em vez de dizer
"vem que eu te carrego", a PDIC Brasil ensina como, com um passo de cada vez
e como deve ser, mas o objetivo é claro, o candidato vai se tornar um Mergulhador e os limites mais do que uma cerca serão a própria responsabilidade do indivíduo.
Pode parecer romantismo, mas não quero ao meu lado no barco alguém só para pagar as contas, meu aluno tem que ser parceiro, "dupla" mergulhador, quero sentir a sensação de ver a bandeirinha no
carro e olhar para o interior para ver se conheço, mesmo numa cidade com 10 milhões de habitantes, se ele é mergulhador já é meio caminho para ser um amigo.
- Que benefícios os novos padrões gerais de cursos irão trazer para os mergulhadores e os profissionais
PDIC?
A PDIC é a única certificadora que têm aumentado as exigências e pré-requisitos em seus cursos, principalmente na linha profissional, isso vai afastar de nossos cursos aqueles que desejam somente uma
carteirinha. Quem me conhece, sabe pela maneira que trabalho em meus cursos, mais classicamente o de naufrágio, que mergulhar não é atividade profissional, mas parte integrante da minha vida e personalidade.
Mergulhar é um estilo de vida, quanto mais o tempo passar mas claro será que lugar de mergulhador é na
PDIC.
Hoje é muito comum mergulhadores aproximarem-se quase se desculpando pelo fato de terem feito curso de naufrágio em outra
certificadora, isso acontece pois as pessoas percebem, no geral, a diferença da qualidade dos cursos da
PDIC, principalmente os de especialidade, onde existe mais liberdade para trabalhar um currículo segundo as necessidades do brasileiro. Isso é facilmente perceptível por todos os problemas que temos enfrentado de roubo de nosso material didático. O incompetente mau preparado pega o melhor material que pode alcançar, que por acaso não é da certificadora dele e os responsáveis por colocar essas pessoas no mercado, varrem a sujeira para debaixo do tapete e fingem que nada aconteceu, é muito pouco orgulho de ser brasileiro.
- Qual seria a forma ideal de trabalhar de uma certificadora hoje atuando no Brasil?
As certificadoras deveriam olhar o mercado com mais respeito, percebo que algumas utilizam a formação profissional como fonte de renda,
despejando no mercado uma enorme quantidade de instrutores, muitos sem base e comprometimento com a atividade. Com isso, começa uma competição por "cliente" onde abaixam o preço e "facilitam" cada vez mais, mesmo que o aluno não possa assistir as aulas, mas afinal, como dizem "pagando bem que mau que tem".
Outro cuidado que tenho pedindo, inclusive na PDIC, é que os instrutores independentes sejam olhados com mais respeito, eles não são os vilões do mercado, muitos são profissionais sérios que fazem um trabalho de formiguinha captando muitos novos mergulhadores, produzindo um bom curso e esses clientes acabam rendendo muitos recursos para as escolas de maior porte.
Atacar esses profissionais e deixa-los sem saída é empurra-los para a informalidade completa. O que é preciso
é ajuda-los a se estruturar como uma empresa formal e legal. Só assim o mercado pode crescer.
Acredito que a melhor forma de trabalhar com a certificadora é fazer o que eu faço, quando acho que alguma coisa não esta certo bato na porta da PDIC e reclamo tudo com o pobre do Werneck, que faz o possível para melhorar as coisas.
Mas é lógico, que tentar mudar as coisas e ter para quem reclamar não é possível em todas as certificadoras no Brasil
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