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Deco Stop - A Revista do Mergulhador Brasileiro

As regras básicas de segurança no mergulho são:

  • respeitar o seu nível de treinamento;
  • o uso efetivo de sistema de duplas;
  • planejar o mergulho;
  • verificar os equipamentos;
  • verificar o consumo de ar.

Escolha nos links abaixo qual assunto deseja.

DAN - Hotline para América Latina

A Divers Alert Network® (DAN), associada com a Duke University Health System em Durham, N.C., dedicou uma hotline com atendimento 24-horas para emergências.
O número é +1-267-520-1507.
Este número aceitará chamadas a cobrar, e será atendido na empresa S.O.S. International, que irá iniciar todo um fluxograma, ativando as áreas específicas para orientar o chamado.
Coordenador regional: Eduardo Vinhaes, M.D., Area 4: Brazil

Para utilizá-la ligue para a Embratel: 0800 703 2121 e peça uma ligação a cobrar, para o telefone: +1 267 520 1507


  

As dúvidas médicas mais freqüentes no mergulho

Aqui relacionamos algumas dúvidas médicas freqüentes sobre o mergulho.
Volte sempre pois estaremos atualizando constantemente.

 

  • POSSO CONTINUAR A MERGULHAR MESMO TENDO PROLAPSO DA VÁLVULA MITRAL? 

    É uma condição comum especialmente em mulheres. O problema surge do excesso de tecido e perda de tecido conjuntivo na estrutura da válvula mitral no coração. Parte da válvula mitral estende-se para dentro do ventrículo esquerdo durante a contração do coração.

    O indivíduo com prolapso da válvula mitral (PVM) pode não apresentar nenhum sintoma, ou os sintomas podem variar de palpitações ocasionais ou uma sensação incomum vinda do peito decorrente da batida do coração, até dores no tórax atípicas e infarto do miocárdio. Há também um pequeno aumento no risco de mal súbito (surto) com perda de consciência.

    Para o mergulho, o PVM não causa nenhum sintoma ou resulta em nenhuma mudança no fluxo sanguíneo que possa privar um indivíduo de mergulhar com segurança. Um mergulhador com PVM diagnosticada que não apresenta sintoma e não toma medicamentos para tal está apto a mergulhar. Indivíduos com ritmo cardíaco anormal, que podem produzir palpitações, não devem mergulhar, a não ser que essas palpitações possam ser controladas com baixas doses de medicamentos antiarrítmicos. Bloqueadores beta são ocasionalmente prescritos para PVM. Esses ocasionalmente causam um decréscimo na tolerância máxima de exercícios e pode também ter algum efeito nas vias aéreas. Normalmente, esse procedimento não traz problema para o mergulhador comum, mas pode ser importante em situações de emergência.

  • É POSSÍVEL MERGULHAR MESMO DEPOIS DE TER SOFRIDO UM ATAQUE CARDÍACO ALGUNS ANOS ATRÁS? 

    Infarto agudo do miocárdio ou ataque cardíaco ocorre quando danos nas células musculares cardíacas resultam na interrupção de fluxo sanguíneo para o tecido (isquemia). Os fatores de risco para ataque cardíaco são os mesmos para doenças coronárias.

    Comumente, o infarto agudo do miocárdio é a conseqüência direta de arteriosclerose coronária ou endurecimento das artérias. As artérias bloqueadas param o fluxo sanguíneo para o tecido cardíaco e privam as células do oxigênio necessário. Pequenas áreas do músculo cardíaco podem sustentar o dano, resultando em uma cicatriz. Isso pode até ocorrer sem que o indivíduo sinta sintomas significativos. Se áreas maiores do coração são privadas de oxigênio ou se as células que conduzem o impulso elétrico primário estão na área onde o fluxo sanguíneo está reduzido, o coração pode bater irregularmente ou até mesmo parar. Isso não é anormal para mortes repentinas, sendo o primeiro sintoma de doença arterial coronária.

    Eventos cardiovasculares causam de 20% a 30% de todas as mortes no mergulho. Para muitas pessoas o principal problema é que o primeiro sinal de doença arterial coronária é um ataque cardíaco. A única aproximação realista é recomendar cuidados apropriados para prevenir o desenvolvimento de arteriosclerose coronária e encorajar avaliações médicas regulares para indivíduos que possam apresentar risco.

    Dieta prudente e exercícios regulares deveriam ser hábito para mergulhadores. Indivíduos mais velhos e mergulhadores que tenham histórico familiar de infarto agudo do miocárdio, especialmente com pouca idade, devem receber avaliações apropriadas para detectar sinais precoces de doença coronária arterial.

    Indivíduos com ataques cardíacos anteriores apresentam risco para eventos cardíacos adicionais no futuro e tecidos cardíacos danificados podem comprometer as funções cardíacas. O ventrículo esquerdo danificado pode não estar apto a bombear sangue com eficiência como antes do infarto.

    Considerações de quando o indivíduo sofreu um processo de revascularização, alguns critérios devem ser conhecidos antes que este retorne com segurança ao mergulho. Depois de um período de tratamento (é recomendado de 6 a 12 meses) o indivíduo deve passar por uma avaliação cardiovascular, que inclui um teste de esforço.

  • É SEGURO MERGULHAR DEPOIS DE TER IMPLANTADO UM MARCA-PASSO?

    Para o mergulho comercial e militar, um marca-passo é considerado invariavelmente uma desqualificação.

    Para mergulhadores recreacionais, no entanto, a limitada literatura médica disponível adota uma posição mais racional, porém defensiva. Cada mergulhador deve ser avaliado individualmente. É importante tomar conhecimento de dois fatores:

    1 - Por que um indivíduo é dependente de marca-passo?
    2 - O marca-passo está calibrado para funcionar com profundidades compatíveis com o mergulho recreacional, incluindo uma margem de segurança?

    Ter um marca-passo permanente, em geral, indica um sério distúrbio no sistema de condução do próprio coração. Se este distúrbio tem origem no próprio músculo cardíaco (geralmente quando um indivíduo sofre um longo ataque cardíaco), o indivíduo pode sentir falta de preparo cardiovascular para exercícios seguros na água. Alguns indivíduos, no entanto, precisam de um marca-passo por causa de um distúrbio no ritmo ou anormalidade crônica no sistema de condução. A área do coração que gera os impulsos elétricos (resultando na contração mecânica que move o sangue) pode funcionar sem consistência ou inadequadamente.

    Alternativamente, os circuitos que conduzem os impulsos elétricos para o coração podem estar deficientes, resultando em condução de sinais irregulares ou impróprios. Sem a assistência de um marca-passo, o indivíduo pode sofrer um episódio de desmaio. Outros indivíduos podem sofrer um ataque cardíaco com um mínimo dano residual para o músculo cardíaco, mas o sistema de condução do coração permanece não confiável.

    Se o cardiologista de um mergulhador determina que o seu/sua nível de esforço cardiovascular é suficiente para um mergulho seguro e o marca-passo está ajustado para funcionar até o equivalente a 40 metros de profundidade ou mais, o indivíduo pode ser considerado apto para o mergulho recreacional. É essencial, no entanto, que mergulhadores com problemas cardíacos devem se consultar com seus médicos antes de mergulhar.

    O marca-passo cardíaco é implantado no tecido subcutâneo do indivíduo e estará exposto a mesma pressão ambiente que o mergulhador. Para o mergulho, um marca-passo adequado deve estar ajustado para funcionar a uma profundidade máxima de 40 metros e deve operar satisfatoriamente durante condições de mudanças de pressão relativamente rápidas, subida e descida.

    Um número significante de fatalidades todos os anos estão atribuídas a doenças arteriais coronárias. Relacionado a isso está também o fato do mergulho localizar-se, na maioria das vezes, longe de hospitais e de locais apropriados para um socorro satisfatório. 

    Mergulhadores e até pessoas interessadas em começar a prática do mergulho podem ser desencorajadas se apresentarem doenças cardiovasculares significativas ou não apresentarem uma tolerância mínima a exercícios.

  • QUAIS SÃO OS PROBLEMAS NO MERGULHO PARA QUEM TEM PFO (PATENTE FORAME OVAL)? 

    O forame oval é uma abertura que existe entre os átrios direito e esquerdo, as duas câmaras superiores do coração. Durante o período fetal, essa comunicação é necessária para o sangue atravessar a circulação dos pulmões (sendo que não há ar nos pulmões neste momento) e ir diretamente para o resto do corpo. Nos primeiros dias de vida, essa abertura se fecha, finalizando a ligação entre essas câmaras do coração. Em aproximadamente 25% a 30% dos indivíduos essa comunicação persiste como uma pequena abertura, chamada de Patente Forame Oval (PFO). Um PFO pode ser muito pequeno, fisiologicamente insignificante, ou pode ser bem largo e ocasionalmente provocar desvio de sangue. Usualmente, por causa da pressão no átrio esquerdo ser maior do que a do átrio direito, o sangue não cruza o PFO.

    Em
    certas circunstâncias, um PFO pode desviar para a esquerda o sangue do lado direito do coração. Isto é muito provável de acontecer entre os átrios por causa das diferenças de pressão entre as câmaras. Bolhas inócuas podem desenvolver-se no lado venoso da circulação depois de um mergulho e podem ser desviadas para a lateral esquerda do coração e então ser distribuídas pelas artérias. O resultado pode ser uma embolia gasosa ou doença descompressiva severa, derivadas de um perfil de mergulho aparentemente inocente.

    Estudos em mergulhadores com doença descompressiva severa mostraram uma taxa de PFO mais alta do que se observou na população em geral. Um exame com Doppler pode identificar um PFO. O mergulhador com PFO conhecido deve saber que tem um potencial maior de doença descompressiva. Um mergulhador com PFO que sofreu uma embolia ou doença descompressiva séria, depois de um perfil de mergulho de pouco risco, deve abster-se de mergulhar.

    No momento, um episódio de doença descompressiva severa que não é explicada pelo perfil de mergulho deveria iniciar uma avaliação para a existência de um PFO.

  • POSSO USAR LENTES DE CONTATO NO MERGULHO?

    Mergulhadores que desejam usar lentes de contato durante o mergulho devem pedir recomendações aos seus oftalmologistas. Existem tipos de lentes que, às vezes, causam sintomas como dor no olho e visão embaçada durante e depois de mergulhos nos quais o mergulhador acumula uma carga de gás inerte significante. Estes sintomas acontecem como resultado de bolhas de gás que se formam entre a córnea e as lentes de contato.

  • POSSO MERGULHAR MENSTRUADA OU ISSO ME TORNA MAIS SUSCETÍVEL À DOENÇA DESCOMPRESSIVA (DD)? 

    Menstruação é um ciclo fisiológico em que são descarregados pela vagina o sangue e tecidos da mucosa do útero da não-grávida. É um ciclo hormonal, controlado e normalmente acontece em intervalos de quatro semanas. Os sintomas podem incluir dor, retenção de fluidos, circulação enfraquecida, câimbra abdominal e dor nas costas.

    Teoricamente, é possível que, por causa de retenção de fluidos e inchação dos tecidos, mulheres podem reter mais nitrogênio dissolvido. Porém, isto não está provado definitivamente.

    Uma pesquisa recente com mulheres mergulhadoras que tiveram DD, revelou que 38% estavam menstruadas na hora do acidente. Adicionalmente, 85% estavam fazendo uso de preservativos orais (pílulas anticoncepcionais) na hora do acidente. Isto sugere, mas não prova, que mulheres que usam preservativos orais sofrem maior risco de doença descompressiva durante a menstruação. Por isso, é aconselhável que as mulheres mergulhem de modo mais conservador quando estão menstruadas, particularmente se elas estão usando preservativos orais. Isto significa dizer que os mergulhos devem ser mais curtos e rasos, com paradas de segurança mais longas.

  • DURANTE A MENSTRUAÇÃO, AS MULHERES ESTÃO MAIS PROPENSAS A SOFRER ATAQUES DE TUBARÃO?

    Há poucas informações de ataques de tubarão em mulheres, e não há nenhum dado que apóie a tese de que mulheres menstruadas são um risco para ataques de tubarão. O sangue perdido durante a menstruação é pequeno e acontece durante vários dias.

    Em geral, não parece ser um problema mergulhar enquanto menstruada, contanto que o exercício não aumente os sintomas menstruais e desde que o ciclo menstrual não apresente nenhum outro sintoma ou desconforto que afete a saúde da mergulhadora. Porém, com base em dados disponíveis, pode ser prudente para as mulheres que usam preservativos orais (pílulas anticoncepcionais), particularmente se elas estão menstruadas, reduzir a exposição de mergulho (profundidade, tempo de fundo ou número de mergulhos por dia).

  • POSSO MERGULHAR GRÁVIDA? EM QUE MOMENTO DEVO PARAR DE MERGULHAR?

    A principal consideração para mulheres é o mergulho durante a gravidez. Há muita pesquisa ainda por ser feita e não há informações documentadas e confiáveis para se fazer conclusões finais. A maior parte das pesquisas tem sido feitas com animais e os resultados são variados e muito conflitantes. Um exemplo são os primeiros experimentos com ratos e cães, onde se descobriu que o feto era mais resistente à doença descompressiva do que a mãe.

    Mas pesquisas com cabras e ovelhas (cuja placenta se parece mais com a humana) mostraram uma incidência maior de bolhas de nitrogênio no sangue do feto. Há alguma controvérsia sobre os resultados terem sido causados por manipulação cirúrgica. Os efeitos conhecidos e suspeitos de se mergulhar durante a gravidez são vários. O inchaço maior e a sensibilidade das membranas mucosas em algumas mulheres causam dificuldade ao se tentar equalizar a pressão nos ouvidos.

    Algumas podem experimentar náuseas e vômitos, uma condição potencialmente perigosa para qualquer mergulhador. Uma mulher grávida pode ser mais suscetível à doença descompressiva por dois motivos: edema nos tecidos (retenção de líquidos) que pode afetar a capacidade de liberar o nitrogênio do sistema da mãe; e maior quantidade de gordura no corpo. Como o nitrogênio é mais solúvel em gordura, não pode ser eliminado tão rápido quanto seria normalmente com o uso das tabelas de descompressão. O feto é suscetível à doença descompressiva porque tem um sistema circulatório diferente da mãe. Diferentemente da mãe, o sangue do feto não passa pelos pulmões, que auxiliam na filtragem de algumas bolhas de nitrogênio maléficas. Em vez disso, estas bolhas viajam diretamente ao cérebro, coração e outros órgãos, onde podem causar problemas sérios. Uma mulher grávida que mergulha está expondo seu filho a uma pressão parcial de oxigênio maior, que pode causar defeitos na formação do feto. Outra consideração com relação à mergulhadora grávida é a reação adversa decorrente de picadas e mordidas de animais marinhos. Reações graves ocorrem e, embora não esteja provado, o feto pode sofrer efeitos maléficos. Especialistas em mergulho não chegaram a uma conclusão unânime sobre se uma mulher deve mergulhar durante a gravidez. Uma recomendação conservadora da Undersea Medical Society é parar completamente de mergulhar.

  • E QUANTO AO USO DE ANTICONCEPCIONAIS.

    Embora o método de controle seja uma decisão pessoal, você deve estar alerta para algumas considerações relacionadas ao mergulho. Infelizmente, há uma falta geral de informação adequada e confiável sobre o uso de contraceptivos com relação ao mergulho. Qualquer método que enfraqueça a circulação ou cause a formação de coágulos no sangue pode aumentar a suscetibilidade à doença descompressiva. Mais uma vez, o conselho é mergulhar conservadoramente e evitar mergulhos descompressivos. Se você está pretendendo engravidar, ou suspeita que está grávida, não mergulhe. A Undersea Medical Society faz esta recomendação devido aos possíveis efeitos maléficos ao feto durante seus primeiros estágios de desenvolvimento.

  • DEPOIS DE DAR À LUZ, QUANDO PODEREI VOLTAR A MERGULHAR?

    Mergulho, como qualquer outro esporte, requer um certo grau de condicionamento e aptidão. Mergulhadoras que querem voltar a mergulhar após dar à luz devem seguir as diretrizes sugeridas para quaisquer atividades esportivas.

    Depois de um parto normal, as mulheres podem retomar normalmente, moderando a atividade dentro de uma a três semanas. Isto depende de vários fatores: nível anterior de condicionamento; exercício e condicionamento durante a gravidez; complicações relacionadas à gravidez; cansaço e anemia. Mulheres que geralmente praticam exercício antes da gravidez retomam as atividades em três a quatro semanas depois de dar à luz. Alguns obstetras recomendam evitar relações sexuais e mergulho nos 21 dias após o parto. Uma boa regra é esperar quatro semanas depois de dar à luz antes de voltar a mergulhar.

    Depois de uma cesariana (incisão cirúrgica pelas paredes do abdome e útero), a cicatrização e o curativo têm que ser incluídos na equação. A maioria dos obstetras aconselha esperar quatro a seis semanas, pelo menos, depois deste tipo de parto antes de retomar a atividade. Em razão da necessidade para recuperação, mais a cicatrização da ferida, é aconselhável esperar pelo menos oito semanas depois de uma cesariana antes de voltar a mergulhar. Qualquer complicação médica moderada ou severa durante a gravidez, como gêmeos, trabalho de pré-parto, hipertensão ou diabetes,  pode
    retardar o retorno ao mergulho. Passar um tempo prolongado na cama nestes casos pode reduzir o condicionamento físico e perda de capacidade aeróbia e massa muscular. Para mulheres que tiveram complicações médicas, é aconselhável fazer um check-up antes de voltar a mergulhar.

  • EXISTE ALGUM TIPO DE RESTRIÇÃO MÉDICA QUE ME AFASTE DO MERGULHO? 

    Antes de começar o treinamento o aluno deve se submeter a um exame completo. O exame informa ao instrutor as condições médicas do aluno. Existem diversos itens que podem proibir um mergulhador de praticar a atividade, entre eles podemos citar a epilepsia, infecção crônica do ouvido, diabetes, asma, enfisema, doenças no coração, hemofilia, claustrofobia, depressão e doenças relacionadas ao uso de drogas e álcool. 
    Existem outras contra-indicações, chamadas de temporárias, que podem adiar o início do curso. 

  • EU POSSO TER PROBLEMAS COM O OUVIDO NA PISCINA? 

    Alguns mergulhadores acham que quando o ouvido começa a doer na piscina, eles não podem mais mergulhar. Isto não é necessariamente verdade. Algumas pessoas sentem este desconforto enquanto tentam equalizar a pressão do ouvido durante a descida. Equalizar a pressão do ouvido é uma parte fundamental do treinamento, sendo uma das primeiras coisas que o aluno aprende a executar. Caso você não consiga equalizar a pressão, provavelmente existe algum problema. Recomenda-se, então, procurar um médico. 

  • MERGULHO E MEDICAMENTOS PARA A DEPRESSÃO.

    Provavelmente o candidato mais desafiador para um médico qualificar como apto para o mergulho é a pessoa com uma desordem emocional. Estas são condições psicológicas nas quais o sintoma principal é uma perturbação penetrante de humor. Humores são emoções contínuas, e uma desordem de humor, depressão e elação (arrogância) tendem a dominar; freqüentemente, ansiedade e raiva aparecem menos. Há algumas diretrizes que podem ser úteis. História de tentativas de suicídio por um indivíduo com depressão é uma contra-indicação clara a mergulhar. Algumas fatalidades registradas no mergulho parecem ser suicídios que podem ter sido decisões do momento.

    Uma história de claustrofobia (medo de lugares limitados ou fechados), agorafobia (medo de lugares públicos), acrofobia (medo de alturas), medo de situações novas ou medo de água pode indicar risco inaceitável para o indivíduo e companheiros. Um mergulhador apavorado torna-se perigoso para os companheiros, além de correr um sério risco de se afogar. Instrutores devem estar alerta para o candidato que foi coagido a mergulhar por um cônjuge, pai ou amigo e apresenta pouco interesse no mergulho. O indivíduo pode reprimir os próprios sentimentos, até mesmo para agradar outra pessoa.

    O papel do medicamento no mergulho é secundário e deve-se dar ênfase ao seu uso. Um medicamento capaz de alterar o humor de uma pessoa é claramente potente e deve ser usado com precaução no mergulho. Quase todos os produtos trazem advertências sobre o uso em situações perigosas: equipamento motriz, operacional e assim sucessivamente. A interação entre os efeitos fisiológicos de mergulhar e os efeitos farmacológicos de medicamentos são raramente conhecidos. Por outro lado, não é recomendado suspender o uso de um medicamento para mergulhar. Cada situação terá que ser avaliada cuidadosamente, e não há nenhuma regra geral que se aplica a todos os casos.

  • E SOBRE A DOENÇA DESCOMPRESSIVA? 

    De uma maneira geral, a doença descompressiva (DD) não é um problema, se os mergulhadores tiverem hábitos seguros de mergulho e aderirem aos limites de profundidade e tempo sugeridos pelas tabelas de mergulho. De qualquer modo este é um tópico mais complexo e você irá aprofundar-se nele durante o seu curso de mergulho.

    Quando respiramos ar sob pressão o corpo absorve nitrogênio. O excesso deste gás normalmente é eliminado durante a subida, se os limites da tabela de mergulho forem respeitados. No caso dos fatores profundidade e tempo terem sido ultrapassados ou a subida à superfície tenha sido feita rápida demais, poderão se formar bolhas na corrente sanguínea. Se forem respeitados os limites a possibilidade de se ter uma DD é menor que 1%. 

  • MEU MÉDICO RECEITOU UM MEDICAMENTO NOVO. ISTO PODE CAUSAR PROBLEMAS QUANDO EU FOR MERGULHAR?

    Os medicamentos são usados para diversos tratamentos. Estes incluem anticonvulsivos para prevenir ataque epilético, antidepressivo, sedativo para alterar comportamento e medicamentos contra a dor. Além do efeito planejado, muitas drogas têm efeitos colaterais indesejáveis que variam de pessoa para pessoa e não são completamente previsíveis. A lista de efeitos colaterais inclui a maioria destes estados comuns: sonolência, boca seca e visão embaçada.

    Adicionalmente, estes medicamentos não foram testados em mergulhadores enquanto mergulhando ou em um ambiente hiperbárico controlado: este tipo de avaliação de risco para o mergulhador não pode ser executado. Pode haver uma interação entre o medicamento e pressões parciais altas de nitrogênio, produzindo um efeito colateral inesperado como ansiedade ou pânico.

    1. Agilidade é importante: medicamentos podem afetar a agilidade de um mergulhador;
    2.
    Maior PpN2 (pressões parciais de nitrogênio): causa narcose e pode aumentar o efeito colateral de sonolência de muitas drogas como anti-histamínicos e medicamentos para enjôo.

    O que fazer?

    1. Leia atentamente a bula do remédio que você está usando;

    2. Pergunte ao seu médico;
    3. reste atenção. O medicamento pode afetá-lo de um modo inesperado. Pergunte novamente ao seu médico.

    Caso você comece a usar um medicamento novo, não mergulhe até que você saiba como irá reagir à nova medicação. Se o medicamento o deixa sonolento na superfície, o efeito pode se agravar a partir de 21 mas (metros de água salgada). Neste caso, você não deve mergulhar, ou pare de usar o medicamento. Sempre pergunte ao seu médico antes de parar de usar um medicamento que ele tenha prescrito.

  • POSSO MERGULHAR DEPOIS DE VOAR?

    Desidratação moderada pode acontecer em vôos longos e o consumo de álcool também pode contribuir. Em geral, a desidratação predispõe um mergulhador a doença descompressiva porque o solapamento de gás inerte (nitrogênio) é menos efetivo em um indivíduo desidratado.

    Se há uma relação entre mergulhar depois de voar e DD, espera-se que haja um número maior de doença descompressiva (DD) no primeiro dia de mergulho. Realmente, alguns dados sugerem que há mais acidentes no primeiro dia de uma viagem com mergulhos diários (multidias) planejado. Dos 88 casos registrados no Caribe em 1994, 33% a 37,5% aconteceu no primeiro dia. O resto aconteceu de dois a sete dias. Embora ninguém possa insistir em um período de espera de 24 horas depois de voar,  talvez seja uma idéia razoável aguardar um período próximo a esse para dar aos mergulhadores uma oportunidade de se reidratar, se adaptar ao novo clima e ao fuso horário, e descansar depois de um vôo longo.

  • POSSO VOAR DEPOIS DE MERGULHAR?

    O Divers Alert Network (DAN) está atualmente pesquisando quanto tempo os mergulhadores devem esperar antes de voar depois de mergulhar. As tabelas da Marinha norte-americana recomendam que você espere duas horas, pelo menos, antes de subir a bordo de um avião depois de fazer um único mergulho sem descompressão; já a Força Aérea norte-americana recomenda que você espere 24 horas.

    Recomendações atuais do DAN

    As recomendações originais do DAN para voar depois de mergulhar, baseadas em exposição de altitude de no máximo 8.000 pés/2.440 metros (pressão da cabine de aviões comerciais), são:

    1. m intervalo de superfície mínimo de 12 horas é requerido antes de se atingir a altitude de um avião comercial (até 8.000 pés);
    2. Mergulhadores que planejam fazer mergulhos diários, múltiplos durante vários dias ou fazer mergulhos que requerem paradas de descompressão, devem ter precauções especiais, além de ter que esperar por um intervalo de superfície superior a 12 horas antes do vôo. Quanto maior o intervalo antes do vôo, menor será a probabilidade de acontecer a doença descompressiva.

    Pesquisa atual

    Quase todas as recomendações atuais para voar depois de mergulhar são baseadas, principalmente, em "melhor suposição". Os dados sugerem que a recomendação original de esperar 12 horas ou mais depois de fazer um único mergulho sem descompressão é razoável.

    Além disso, a pesquisa atual sugere que é prudente esperar 17 horas ou mais depois de fazer mergulhos repetitivos. Porém, a pesquisa ainda é um trabalho incompleto. A verdade incontestável é que quanto mais longo o intervalo de superfície depois de mergulhar, menor será o risco de DD.

    Intervalos de superfície estendidos permitem uma eliminação de nitrogênio adicional e podem reduzir a probabilidade de sintomas em desenvolvimento. Para aqueles que costumam mergulhar intensamente durante as férias, pode não ser uma má idéia deixar o último dia para descansar e aproveitar para comprar os presentes de última hora.

     

 

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